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    Até fãs vão desejar que novo “Hellboy” não tivesse saído do inferno, diz crítica – 11/04/2019

    O novo filme do herói “Hellboy” não caiu no gosto da crítica norte-americana. Os reviews foram lançados ontem pelos veículos especializados dos EUA, e por enquanto o agregador Rotten Tomatoes indica uma aprovação de apenas 13% para o longa de Neil Marshall (“Game of Thrones”).

    “Hellboy”, que chega aos cinemas brasileiros em 16 de maio, foi comparado desfavoravelmente à versão anterior do herói dos quadrinhos para o cinema. Em 2004 e 2008, Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”) dirigiu dois filmes estrelados pelo personagem, com Ron Perlman na pele do protagonista.

    Desta vez, quem vive Hellboy é David Harbour (“Stranger Things”), e os críticos detonaram sua versão do personagem. “Por toda a sua atitude durona e pelos mini-apocalipses de CGI no qual ele luta, está faltando algo neste Hellboy. Ele é uma figura banal de filme de ação, sem o carisma de sua iteração anterior”, escreveu Peter Bradshaw, do jornal “The Guardian”.

    Peter Hartlaub, crítico do “San Francisco Chronicle”, atacou outro ponto de “Hellboy”: a violência gratuita. “É assim que os filmes de Hollywood seriam se o sindicato de diretores calculasse os salários dos seus profissionais pelo número de cabeças decapitadas”, escreveu em um ponto da crítica.

    Outra reclamação recorrente foi a duração do filme. Com pouco menos de duas horas, os críticos consideraram “Hellboy” arrastado. “Enquanto Del Toro trouxe muito charme [à franquia], Marshall entrega tripas, cartilagens e monstros saídos do inferno do CGI. O filme tem duas horas, mas parece uma eternidade, se arrastando incoerentemente de uma cena de ação barulhenta para outra”, disse Phil de Semyen, do Time Out.

    A troca de diretores realmente não agradou, como evidencia o texto de Rafer Guzman, da revista “Newsday”. “Violência e vulgaridade substituem o humor e a poesia de Guillermo Del Toro. […] Até os fãs de Hellboy provavelmente desejarão que esta versão do personagem volte para o lugar de onde veio [o inferno]”, escreveu.

    Por fim, a jornalista Katie Rife, do site AVClub, apontou um conflito entre a direção de Marshall e o roteiro de Andrew Cosby (“Eureka”). “O script é uma aventura mais descontraída do que o filme acabou se tornando. A direção de Marshall, cheia de cortes rápidos e câmera lenta, cria um filme tão excitante quanto uma viagem ao quarto bagunçado e fedorento de um adolescente”, escreveu.

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