Amanda Seyfried recusou o papel de Gamora em Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy) antes de o filme virar um dos pilares da Marvel Studios, e diz que manteria a decisão hoje. A atriz falou sobre o assunto em um encontro com público promovido pela SAG-AFTRA Foundation, segundo o Deadline.
Indicada ao Oscar, Seyfried contou que a leitura que fez do projeto na época a levou a dizer não:
Acho que recusar Guardiões da Galáxia era muito óbvio para mim naquela época. Eu pensava: isso não vai ser um sucesso, a árvore e o guaxinim conversam um com o outro e ainda estão todos no espaço. E eu pensava: isso vai arruinar minha carreira se o filme for ruim, e tem uma boa chance de ser ruim.
A atriz disse que errou na avaliação, sem mudar de posição sobre a escolha. Ela afirmou ter decidido pela própria vida e pela família que queria formar:
Eu estava errada, claro. Mas continuo sem voltar atrás nessa decisão. Tomei por mim e pela família que eu já sabia que queria ter. Não quero passar todo aquele tempo no trailer de maquiagem, não consigo ficar parada de qualquer jeito, não gosto de cenas de risco, não gosto de altura e não gosto de fingir o mundo inteiro. Preciso de algo em que me segurar.
O papel ficou com Zoë Saldana
De acordo com o Deadline, a personagem foi entregue a Zoë Saldana, que interpretou a assassina alienígena de pele verde ao lado do Senhor das Estrelas de Chris Pratt em Guardiões da Galáxia, de 2014, em Guardiões da Galáxia Vol. 2, de 2017, e em Guardiões da Galáxia: Volume 3, de 2023. Saldana também apareceu como Gamora no Guardiões da Galáxia: Especial de Festas, de 2022, e nos filmes Vingadores: Guerra Infinita, de 2018, e Vingadores: Ultimato, de 2019.
A recusa aconteceu antes de a franquia se firmar como uma das linhas mais rentáveis da Marvel Studios, resultado que não estava dado quando o estúdio apostou em um grupo de personagens secundários dos quadrinhos. A declaração de Seyfried chega doze anos depois da estreia do primeiro longa, que rendeu três filmes e um especial de fim de ano com Saldana no papel.
