Andy Serkis afirmou que a captura de atuação continua sendo mal compreendida, mas que passou a lidar com o debate de forma mais tranquila. Em entrevista ao The Times repercutida pela Variety, o ator recordou o esforço para explicar o próprio trabalho como Gollum na franquia O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings).
Serkis contou que costumava dedicar longas conversas à defesa da técnica e percebia o interesse dos ouvintes diminuir. Com o tempo, deixou de tentar convencer todas as pessoas com quem falava. Também disse que nunca se incomodou com o fato de o público associá-lo aos personagens criados com recursos digitais.
Para explicar seu ponto de vista, o ator comparou o processo a uma máscara digital aplicada sobre a atuação. A construção do personagem parte do trabalho humano, que depois recebe a contribuição das equipes de efeitos visuais. Gollum, segundo o relato, reúne os movimentos e as escolhas de Serkis com os elementos produzidos por computador.
O debate acompanha a volta à Terra-média
A discussão também foi abordada neste ano por Peter Jackson, diretor da trilogia original. Segundo a Variety, o cineasta relacionou o receio da indústria diante da inteligência artificial às dificuldades de reconhecimento de personagens digitais em premiações. Ao falar de Gollum, Jackson ressaltou o papel de Serkis na criação da interpretação.
O ator está filmando O Senhor dos Anéis: The Hunt for Gollum, projeto em que acumula a direção e o retorno ao personagem. O novo filme reúne nomes já conhecidos da Terra-média e novas adições ao elenco.
Ian McKellen volta como Gandalf, Elijah Wood interpreta novamente Frodo e Lee Pace retorna como Thranduil, informa a Variety. O elenco também inclui Kate Winslet, Jamie Dornan e Leo Woodall. Anya Taylor-Joy participa como uma elfa criada para a história.
O Senhor dos Anéis: The Hunt for Gollum tem estreia prevista nos cinemas para 17 de dezembro de 2027.
