A estreia da continuação de Era Uma Vez em… Hollywood vai acontecer sem duas das maiores redes de cinema dos Estados Unidos. A Cinemark e a Regal decidiram não ceder suas salas Imax para The Further Mis-Adventures of Cliff Booth, filme em que Brad Pitt retoma o papel do dublê criado por Quentin Tarantino, agora com direção de David Fincher. A decisão deixa o longa restrito à AMC entre as grandes redes do país.
A janela de duas semanas
Segundo o The Hollywood Reporter, o motivo é o prazo de exclusividade nos cinemas oferecido pela Netflix, que termina duas semanas antes de o filme entrar no catálogo do streaming. Em teleconferência de resultados do terceiro trimestre realizada na manhã desta terça-feira, o presidente da Cinemark, Sean Gamble, explicou que a empresa avalia cada lançamento caso a caso e pesou o precedente que a escolha abriria em negociações futuras:
“A situação de Cliff Booth é interessante. Nós programamos todos os nossos filmes caso a caso. Nessa situação específica, sempre olhamos as coisas por uma lente de longo prazo e pensamos em como certos precedentes e certas decisões poderiam afetar a dinâmica da indústria. Neste caso, não acreditamos que o modelo de lançamento proposto seja construtivo para o ecossistema do cinema como um todo, e ele não está alinhado com o que é de maior interesse para as nossas salas.”
The Further Mis-Adventures of Cliff Booth estreia nos cinemas norte-americanos em 25 de novembro e chega à Netflix em 23 de dezembro. Para a plataforma, o lançamento marca a primeira vez que um de seus filmes ocupa salas Imax. O espaço estava reservado a Nárnia: O Sobrinho do Mago, de Greta Gerwig, que foi adiado para fevereiro e terá sete semanas de exclusividade nos cinemas.
Gamble disse ainda que a rede manterá Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita em suas telas Imax durante o feriado de Ação de Graças, por causa da venda antecipada de ingressos. A Cinemark Holdings registrou receita total de US$ 1,05 bilhão no trimestre, contra US$ 857,5 milhões no mesmo período de 2025, e o executivo projetou que a janela de exibição deve crescer em 2027, à medida que mais estúdios aderirem aos prazos mínimos de 45 dias. A data de estreia do filme no Brasil ainda não foi anunciada.
