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    Como foi definida classificação indicativa de “Vingadores: Ultimato”

    Fã dos filmes da Marvel, o servidor público Eduardo Araújo Nepumoceno, 41, foi um dos primeiros no Brasil a assistir “Vingadores: Ultimato”, 13 dias antes da data da estreia. Chefe do departamento de classificação indicativa do Ministério da Justiça, ele e sua equipe de cinco pessoas foram os responsáveis por definir em 12 anos a idade mínima para ver o filme.

    O motivo foram as cenas de violência. “Mas não é uma violência incisiva”, conta Eduardo ao UOL.

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    Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) em cena de “Vingadores: Ultimato” Imagem: Divulgação

    A exibição do filme, feita em uma sala de cinema de um shopping em Brasília, foi cercada de precauções contra vazamentos, com direito a seguranças da Walt Disney.

    “Quando filmes assim, dessa grandeza, são exibidos, geralmente são contratados vários seguranças que ficam dentro e fora da sala, pagos pela empresa”, disse. “Como se trata de uma obra em que foram envolvidos grandes investimentos econômicos, qualquer vazamento pode gerar prejuízos. E até pelo tamanho do filme, era importante que mais profissionais em cargos de chefia fossem convocados a assistir”.

    No caso de “Vingadores: Ultimato”, a sala de cinema contou com dois seguranças que ficaram o tempo inteiro de costas para a tela, olhando para os servidores. “Mas eles não podem interferir no nosso trabalho. Eles estão ali apenas para assegurar que nada vaze”.

    Sem spoilers

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    Pôster brasileiro de “Vingadores: Ultimato” Imagem: Divulgação

    Por conta do cargo, Eduardo já se acostumou a guardar os segredos dos filmes que vê com antecedência. Mas é em casa onde ele tem que manter a boca ainda mais fechada. A namorada dele também é fanática pela saga e odeia spoilers.

    “Ela já me deu uma bronca por ter visto o filme antes. No caso dela, eu não posso falar nada, e nem é por causa da confidencialidade, é pela minha sanidade. Se eu falar, já era meu relacionamento”, brinca, prometendo que voltará ao cinema acompanhado dela.

    Eduardo diz que, por causa do cargo, não pode emitir qualquer opinião sobre o filme, nem se gostou ou se odiou, mas segundo ele esse é o “gran finale” para a franquia. “É interessante imaginar que o acesso a esses filmes é vinculado ao meu trabalho e essa é a maior motivação para eu manter o sigilo. Se eu contar alguma coisa, eu perco o emprego”.

    Por ser chefe (e fã), Eduardo escolheu se gostaria de assistir ao filme. O servidor público, no entanto, destacou que a escolha das pessoas que fazem a classificação indicativa leva em conta as afinidades com os temas a serem avaliados. “Tem gente que prefere ver filmes de comédia ou de romance”.

    O servidor diz que houve apenas uma vez que ficou na expectativa para ver um filme pelo trabalho: “Star Wars: O Despertar da Força”, em 2015. “Era uma continuação de um filme que tinha 30 anos de existência e acompanhei na infância. A expectativa foi grande”.

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