Um dos produtores da saga Harry Potter vai assinar um filme gerado por inteligência artificial. David Barron, britânico creditado em seis longas da franquia, aceitou produzir uma adaptação de The Call of the Wild, romance que Jack London publicou em 1903, segundo informações divulgadas com exclusividade pelo Deadline.
O projeto é escrito e dirigido por Simon Rumley, responsável por Crushed e Red White & Blue. As imagens serão geradas no estúdio nmatic, com uso de CGI e de efeitos visuais tradicionais para dar conta das cenas mais complexas.
Sobre o filme
A equipe apresenta o longa como a primeira adaptação fiel do livro, por ser construída a partir da experiência subjetiva de Buck, o cão que protagoniza a história. O romance acompanha um São Bernardo mimado que é arrancado da vida confortável no Vale de Santa Clara, na Califórnia, e vendido para a corrida do ouro de Klondike, na década de 1890, onde descobre o instinto selvagem que sempre carregou.
Barron produz ao lado de Mark Sandell, de A Liar’s Autobiography, e de Nick Price. Na nmatic, Chris Catchpole, Carl Lyttle e Toby White respondem pela parte técnica e pela escrita dos comandos que geram as imagens.
O livro de London já foi levado às telas várias vezes. A versão mais recente é de 2020, estrelada por Harrison Ford e lançada no Brasil como O Chamado da Floresta, que combinou atores e um protagonista canino feito em computação gráfica.
O currículo de Barron dá peso ao anúncio em um momento de disputa intensa no setor sobre o uso de ferramentas generativas. O produtor trabalhou em seis filmes da série de Harry Potter, entre eles Harry Potter e a Ordem da Fênix e as duas partes de Harry Potter e as Relíquias da Morte, além de Cinderela, de Kenneth Branagh.
A produção ainda não anunciou data de estreia nem distribuidora para o Brasil.
