O audiovisual carioca tem R$ 100 milhões à disposição. A RioFilme abriu na segunda-feira, 5 de outubro, as inscrições para a terceira fase do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca, que distribui o valor em seis editais de desenvolvimento, produção e distribuição de longas, séries e documentários.
Os recursos são federais e vêm da segunda edição do Arranjo Regional firmado entre a Prefeitura do Rio, o Ministério da Cultura, a Ancine e o Fundo Setorial do Audiovisual. O anúncio foi feito na abertura do 28º Festival do Rio, na quinta-feira, 1º de outubro, no Cine Odeon.
Como o dinheiro foi dividido
A maior fatia, R$ 52 milhões, vai para complementação ou produção de longas de ficção e animação, com no mínimo 20 projetos contemplados. A novidade da rodada é a linha de coprodução internacional, lançada pela primeira vez pela RioFilme, com R$ 15 milhões para ao menos quatro projetos.
Completam o pacote R$ 12 milhões para documentários destinados a cinema, televisão ou streaming, com no mínimo 12 projetos, R$ 10 milhões para séries de ficção e animação, R$ 6 milhões para distribuição de longas e R$ 5 milhões para desenvolvimento, nesta última linha com 20 projetos previstos. O volume repete o patamar do edital de 2025, primeiro ciclo do arranjo, e as linhas passaram por consulta pública em junho.
O Odeon volta ao circuito comercial
Na mesma cerimônia, o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, e o diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde, anunciaram a reabertura comercial do Cine Odeon, que completa um século, dentro do programa Reviver Cinema. A iniciativa prevê recuperar e modernizar cinemas de rua, sobretudo nas zonas Norte e Oeste da cidade, e admite projetos que incorporem teatros, espaços de exposição, gastronomia e serviços.
A primeira fase, com entregas previstas para 2026, inclui uma segunda sala de 50 lugares no Cine Santa, em Santa Teresa, e a modernização do CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão, que ganhou tela, projetor e sistema de som novos. A sala será reinaugurada no sábado, 10 de outubro, dentro da programação do festival, com a exibição de Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria.
A segunda fase reúne três projetos já aprovados: o Cine Matilde, em Bangu, com 470 lugares em duas salas e um teatro, o Cine Vaz Lobo, com uma sala de 250 lugares, e o Cine Costinha, no Cachambi, com duas salas e 266 lugares. A terceira ainda está em mapeamento. Levantamento da própria RioFilme contabiliza 38 cinemas em atividade na cidade, somando 207 salas.
A empresa também assina no RioMarket um acordo de cooperação técnica com o Powell Group, que atua com jogos independentes, e prevê criar o edital Rio Invest Games, com recursos divididos meio a meio entre as duas partes e lançamento marcado para 2027. O detalhamento das linhas de fomento será apresentado em painel no RioMarket, que funciona no Armazém da Utopia, na Gamboa, até 11 de outubro.
