Sofia Coppola exibe “Making Marie Antoinette”, feito com imagens da mãe, e diz que vai voltar à ficção

Segundo o The Hollywood Reporter, a diretora montou o documentário com mais de 80 horas de material gravado por Eleanor Coppola em “Maria Antonieta”. O filme está no Festival de Cinema de Londres, que vai até 18 de outubro.

Making Marie Antoinette marca o reencontro de duas gerações da família Coppola. O documentário, montado por Sofia Coppola a partir de mais de 80 horas de registros feitos pela mãe, Eleanor Coppola, nas filmagens de Maria Antonieta (Marie Antoinette), está em exibição na 70ª edição do Festival de Cinema de Londres, dois anos e meio depois da morte da documentarista.

Segundo o The Hollywood Reporter, a diretora falou sobre o projeto em sessão do festival na quinta-feira, no Royal Festival Hall, em conversa com a apresentadora Edith Bowman. A montagem ficou a cargo de Sofia e do editor Aaron Matthews, com participação de amigos próximos de Eleanor.

A cineasta contou que nem sabia o tamanho do acervo guardado pela mãe e que o projeto nasceu de um pedido feito nos últimos meses de vida dela:

Ao final da vida, ela disse: quero que meu livro seja publicado e quero que este filme seja terminado. Então eu senti que precisava fazer isso.

Sobre a carreira

Eleanor Coppola filmou a filha durante as gravações no Palácio de Versalhes e registrou também o que significa, para uma mãe, observar o trabalho da filha de 34 anos. Sofia disse que a presença dela acalmou um set grande e exigente, e que a experiência ganhou outra dimensão agora que ela própria tem filhas quase adultas.

Vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original por Encontros e Desencontros (Lost in Translation), a diretora lembrou que o alcance daquele filme abriu espaço para Maria Antonieta, produção de orçamento alto que antes não teria sido aprovada. Ela também comentou a recepção inicial fria à atuação de Kirsten Dunst como a rainha francesa, hoje revista pelo público, e disse que passou um ano atrás de Bill Murray para fechar o elenco do filme ambientado em Tóquio, feito ao lado de Scarlett Johansson.

Sobre As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides), estreia dela na direção, a cineasta afirmou que quis retratar adolescentes de um jeito que não encontrava no cinema da época, que, segundo ela, tratava o público jovem sem respeito e com produção descuidada.

Depois de dois documentários, incluindo o filme sobre o estilista Marc Jacobs apresentado no Festival de Veneza do ano passado, Sofia Coppola disse que pretende voltar à ficção, à escrita e à criação de mundos. O 70º Festival de Cinema de Londres vai até 18 de outubro.

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