Eiji Aonuma explica como a Nintendo refez o Templo da Água no remake de “Ocarina of Time”

O criador da área mais criticada do jogo de 1998 contou à série Ask the Developer que paredes foram trocadas por estruturas em treliça e que a iluminação ganhou pilares de orientação. O remake chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro.

O calabouço mais malquisto da história da Nintendo foi redesenhado. Eiji Aonuma, criador do Templo da Água (Water Temple) no The Legend of Zelda: Ocarina of Time original, explicou o que mudou na área dentro do remake para o Nintendo Switch 2. As declarações saíram na entrevista da série Ask the Developer, publicada pela própria Nintendo, e foram destacadas nesta quarta-feira, 4 de novembro, pelo ComicBook.

O Templo da Água acumulou má fama desde 1998 por dois motivos: a navegação lenta pelos corredores inundados e a planta confusa, com salas quase idênticas e poucos pontos de referência visual. Aonuma chamou as mudanças de lição de casa atrasada e descreveu o pedido feito à equipe:

Como ele é conhecido pela dificuldade no jogo original, pedi à equipe que fizesse alguns ajustes.

O que mudou no templo

A alteração mais visível está na arquitetura. Segundo o desenvolvedor, paredes que atrapalhavam a orientação do jogador deram lugar a estruturas em treliça:

Também trocamos algumas das paredes que faziam a pessoa perder o senso de direção por estruturas em treliça, o que torna possível ver as salas atrás delas e ter uma noção melhor do espaço como um todo.

A iluminação também foi refeita, com pilares luminosos que indicam caminhos. O deslocamento debaixo d’água continua no jogo, mas com mais controle sobre Link, e a ideia original foi mantida. Aonuma lembrou que buscava, nos anos 1990, uma experiência em que simplesmente estar debaixo d’água fosse divertido, e disse que o fascínio do ambiente aquático vem da mudança de percepção, porque os sons se alteram e a sensação é de estar em outro espaço.

Mudanças gerais do remake ajudam no templo mesmo sem serem exclusivas dele. A troca de itens passou a ser feita por um menu rápido no topo da tela, sem interromper a ação, recurso que no jogo de 1998 exigia idas e vindas constantes ao menu. O remake também traz controle total de câmera, um salto disponível em qualquer momento e um registro de missões mais completo. Segundo o ComicBook, Aonuma indicou que o Templo da Água foi uma das razões para a adoção da troca rápida de itens em todo o jogo.

Inimigos e quebra-cabeças seguem próximos dos originais, de acordo com o material divulgado até agora. O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026, em versões física e digital, por US$ 69,99 e US$ 59,99 nos Estados Unidos.

Fonte:ComicBook

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