A Amazon vai levar à imagem real um dos animes mais populares do momento. Diários de uma Apotecária (The Apothecary Diaries) ganha uma série live-action com Mana Ashida no papel de Maomao, apresentada nesta quarta-feira pela Amazon MGM Studios no TIFFCOM, o mercado audiovisual ligado ao Festival de Tóquio. A estreia mundial está marcada para 2028, com exclusividade no Prime Video.
A adaptação da série de light novels é produzida pela Amazon MGM Studios em parceria com a Toho. Quem apresentou o projeto foi Buddy Marini, ex-chefe da Warner Bros. no Japão, que assumiu o comando da operação japonesa do estúdio em março:
Mesmo mirando um público global, isso foi inteiramente produzido no Japão, por equipe e elenco japoneses.
Segundo informações divulgadas pelo Deadline, Marini afirmou no painel que a Amazon MGM dobrou o investimento em conteúdo original japonês, com uma lista ampliada de filmes e séries em live-action, embora não tenha revelado valores. As produções são feitas com parceiros como a Studio Dragon, da Coreia do Sul, e as japonesas Credeus, Toho, TV Tokyo e Wowow.
Há demanda por conteúdo de alta qualidade, então vamos dobrar nosso investimento para alcançar um padrão internacional e atrair audiências globais.
O catálogo recente da empresa no país inclui Chloe and Emma, adaptação de mangá disponível no Prime Video desde junho de 2026, e Criminal (Hanzaisha), dirigida por Daishi Matsunaga, que chegou à plataforma em março. Em títulos mais antigos estão a versão japonesa da série coreana Marry My Husband, The Silent Service, que já rendeu série, longa e uma terceira temporada aprovada, e Like a Dragon: Yakuza, adaptada dos games da Sega.
One Piece e a briga pelo orçamento
O painel, organizado pela Motion Picture Association e pela UniJapan, também reuniu Steven Maeda, showrunner do live-action de One Piece na Netflix, e Shinzo Matsuhashi, presidente da Credeus. Maeda contou como foi condensar centenas de capítulos do mangá em oito episódios e disputar o orçamento com a plataforma:
Discutimos muito sobre qual seria o orçamento, então escrevemos três versões da série. A primeira ia ser muito cara, e a Netflix perguntou se faríamos uma versão bem mais barata.
Segundo o showrunner, aceitar a versão enxuta comprometeria a recepção entre os fãs, que era a primeira barreira a vencer. Ele resumiu o dilema de adaptar propriedades conhecidas no mundo inteiro, entre agradar quem já ama a obra e atrair quem nunca ouviu falar dela.
Matsuhashi, por sua vez, explicou a estratégia da Credeus para reter direitos sobre os próprios projetos. No longa recém-lançado de Blue Lock, a produtora criou uma empresa detentora de direitos, a CK Works, em sociedade com a Kodansha, editora do mangá. A Credeus assina a franquia Kingdom e Kokuho, filme escolhido pelo Japão para representar o país no Oscar.
O TIFFCOM acontece até 30 de outubro no Tokyo Metropolitan Industrial Trade Center, no distrito de Hamamatsucho.
