A Justiça do estado de Nova York rejeitou nesta segunda-feira o processo de US$ 20 milhões que Morgan Carey, irmão de Mariah Carey, movia contra a cantora por difamação. A ação tratava de trechos de The Meaning of Mariah Carey, o livro de memórias que ela lançou em 2020, segundo o The Hollywood Reporter.
O que diz a decisão
Ao arquivar o caso, o juiz Stroth entendeu que o autor do processo não cumpriu a exigência de demonstrar má-fé da cantora, critério central em ações de difamação movidas nos Estados Unidos por causa de temas de interesse público:
O autor não alegou de forma suficiente a existência de má-fé por parte de Mariah. O autor não apresenta nenhuma prova de que Mariah tenha feito tais declarações sabendo que eram falsas ou com desprezo pela verdade.
A decisão acrescenta que a alegação de que a cantora demonstraria má vontade contra o irmão não basta para sustentar a ação.
Em comunicado enviado à revista Rolling Stone, John Rosenberg, advogado de Mariah Carey, comentou o resultado:
Mariah está satisfeita por a corte ter reconhecido que seu livro de memórias trata de questões de relevante interesse público e por ter rejeitado integralmente as acusações de difamação feitas pelo irmão.
O caso não está encerrado. Richard Altman, advogado de Morgan Carey, afirmou à mesma revista que vai recorrer e que discorda da decisão, por considerá-la incoerente com entendimentos anteriores adotados ao longo do processo.
Sobre o livro
Escrito com Michaela Angela Davis e lançado em 2020, The Meaning of Mariah Carey entrou nas listas de mais vendidos e dedica boa parte de suas páginas à infância da cantora e às relações com a família, incluindo os irmãos. O volume não teve edição brasileira anunciada com título em português, e segue citado no Brasil pelo nome original.
